sexta-feira, 26 de novembro de 2010


há uma neblina sobre minha tv que muda tudo que eu vejo,
e talvez se eu continuar assistindo, eu perderei os traços que me preocupam.

pare aí e deixe-me corrigir;
eu quero ver a vida por uma nova perspectiva.
você vêm junto,
por que eu amo o seu rosto, e eu admiro seu gosto refinado.

E quem se importa com intervenção divina?
eu quero ser louvada por uma nova perspectiva.
mas partir agora seria uma boa idéia,
então alcance-me ao sair daqui
levando tudo como garantido, mas ainda assim respeitando o tempo
avançamos com novas paixões, sabendo que tudo está bem

Eu esperaria e olharia as horas caírem em milhares de linhas separadas,
mas eu recupero a dormência e me pergunto como acabei por dentro.
Mais importante, eu mostro o quanto eu posso ir e vir.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

“-You are very romantic.
- Do you mean antiquated?
- No, i mean romantic.”


Mas assim que as luzes se apagam,
Ele a reconhece.
Porque ele é do tipo que enxerga melhor no escuro.
E amanhã eu indaguei se isso realmente aconteceu.
Agora tudo parece mais definitivo.
Real.
Eu não podia ficar longe.
Eu amo você.
Pelo bem ou pelo mal...
Você pode levar isto em sua mala para todas as suas viagens.


Durma bem, tenha sonos insanos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"O 'olá' dele foi o fim dos 'adeus' dela.
O sorriso dela foi o primeiro passo para o fim da vida como ele conhecia.
Ela poderia segurar sua mão por toda a eternidade.
Para ele, a eternidade era simples como o sorriso dela.
Ele disse que ela era o que lhe faltava.
Ela disse que logo entendeu.
Ela era uma pergunta sem resposta.
Mas ele respondeu 'sim'." - S.

sábado, 25 de abril de 2009

"Primeiro as cores,
depois os humanos.
Em geral, é assim que vejo.
Ou, pelo menos, é o que tento". - Markus Zusak (The Book Thief)


Built To Spill - Car

segunda-feira, 13 de abril de 2009


"Oh dear, you look so lost"

Se eu pudesse fazer só uma pergunta;
por que você não está comigo esta noite?
De alguma forma, todos nós sentimos falta de casa;
taxistas cansados de dar voltas,
e esses cansativos sonhos de papel
E eu sempre vou me lembrar dos irrigadores, e de todas as músicas que eu escrevi pra você.
Acho que senso de imaginário é tudo sobre querer criar algo novo todo dia.
Acordando febril de manhã, andando em linha reta, vertindo.
Então agora você despeja seu coração para fora,
você está me contando que você está longe
Através de todos os verões,
nós nos chutamos para os subúrbios
Venha para o meu show apenas para ouvir sobre meu dia,
se movendo em seu próprio caminho.
Os sonhos em que eu estou morrendo são os melhores que já tive,
algo sobre catarses e alívio por noites mal dormidas;
Só não puxe minhas cordas
e pare de me jogar trocados,
por que eu ando por aí correndo atrás de coisas melhores;
são só sonhos de papel, só sonhos de papel.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Blink-182 is back!

Ok, essa vai ser uma postagem do tipo completamente anormal, para quem acompanha meu blog desde o início. Mas, Dammit, é o Blink182. Os caras que me apresentaram o mundo tonto e insano do pop punk quando eu tinha 10 anos de idade (What's My Age Again? haha). E eu tenho certeza que estou agradando muitos aqui quando posto a matéria escrita por James, um crítico de rock da MTV gringa. É o tipo de texto que todo mundo que ainda pula com "Feeling This" vai se identificar. Stay Together For The Kids, guys. Always:

"Eu serei o primeiro a admitir que eu estou irracionalmente excitado sobre a possibilidade de uma reunião do Blink-182. Existem várias razões para isso, quase todas voam em direção a razão do porque eu ter me tornado um escritor de rock em primeiro lugar. Então, naturalmente, além de estar irracionalmente excitado sobre uma reunião do Blink, eu também estou irracionalmente apavorado por ela. Esse assunto é complicado. Esse tipo de coisa geralmente é.

Veja, eu cresci como um fã de Blink. Eu tinha o Cheshire Cat antes de eles adicionarem o -182 na capa. Eu costumava ouvir “Wasting Time” no meu 1988 Caprice Classic e botar em uma fita para minha namorada do colegial. Quando Dude Ranch saiu em 97, eu havia me separado dessa namorada em circunstancias piores do que as ideais e me envolvido em uma bosta de comunidade no colegio, então eu estava realmente no espirito de “Dammit” enquanto esse era claramente o fundo do poço da minha vida.

Quando o Enema of the State saiu, eu já havia me mudado de garota e de colegio, e eu não estava mais nesse de Blink (Eu estava em coisas mais “importantes”, como The Party of Helicopters), mas eu ainda gostava dos singles e dos videos. A mesma coisa aconteceu de novo – em níveis mais baixos – com cada lançamento subsequente. Eu me distanciei deles, porque o Blink-182 era um ato de pop-punk estupido. Eu era um garoto que gostava de indie-rock. Eu era um critico de rock inciante, o que significa que eu estava ficando velho e cansado. Claramente não havia mais espaço na minha vida para algo estupido como “First Date” (mesmo o clipe sendo incrivel)

Os anos se passaram, eu me esqueci do Blink, eu construi minha hostilidade. Eu comprei discos do Velvet Underground. Eu me tornei cínico e malvado e comecei a fumar cigarros e usar expressões como “influente” e “pós-rock”. Eu me tornei um jornalista. E esqueci como era ser um fã.

Nos ultimos anos que passaram, eu fiquei mais velho e mais estabilizado, essas qualidades negativas apenas cresceram. Parcialmente porque, como um jornalista de rock, eu sentia que era meu dever apontar porque eu pensava que a Britney Spears era feita de adamantium ou porque o Soulja Boy Tell’em fazia as melhores performances da nossa geração. Eu acreditei que tudo tinha que significar alguma coisa… ou o resto era insignificante. Lixo. Não arte.

Quando eu reportei que o Blink estava entrando em hiatos indefinido em 2005, eu fiz como jornalista, e não como fã. Quando eu comecei a enviar emails para o Tom Delonge e para o Mark Hoppus, eu tratei eles como fontes e não como criadores de algumas das musicas mais importantes dos meus anos de estupidez. Isso é meio vergonhoso, olhando para tras.

Porque quando o Blink anunciou que estava voltando, com planos de um novo album e uma nova turne, algo acendeu dentro de mim. Eu estava transbordando em uma onda de positividade, de uma excitação inebriante. Foi meio que apavorante, para ser honesto. Depois de pensar nisso por alguns dias, eu vi que não havia absolutamente nada negativo que eu pudesse dizer sobre um reunido blink-182. E vindo de um cara que trata quase tudo como negativo, isso significa alguma coisa.

Eu reouvi todos os meus cds antigos do Blink. As primeiras coisas ainda são ótimas, e eu encontrei uma nova apreciação para o Enema e para o Take of. O self-(un?)-titled album – o tão discutido “maduro” disco – é realmente ótimo. Até o cd do +44 foi melhor dessa vez; meio que soa como o ultimo album do Blink, só que sem o Tom cantando, o que é realmente ótimo de certa forma. Eu até consegui passar pelos dois albuns do AVA, e eu achei… na verdade, deixa pra lá, eles são ok pra mim também.

É uma nova era: uma era de positividade. Talvez o reunido Blink servirá como uma inspiração, cortando através da névoa negra que envolve a mim e praticamente a industria toda. Ou talvez eles só chamem seu album de Boner Jams. De qualquer forma, por mim tudo bem.

Porque uma reunião do Blink é uma coisa boa. Será libertadora. Vai me lembrar de como é ser um fã de novo, de porque eu entrei nesse mercado de escrever sobre música em primeiro lugar. Vai me dar algo pra conversar com meu sobrinho de 16 anos. Talvez eu deixe de ser um jornalista de rock cheio de ressentimentos . Eu excluirei “influente” do meu vocabulario (“chops” e “twee” também). Eu serei positivo. Eu serei animado.

Quem sabe? Claramente, as esperanças estão lá no alto. Então, Sr. Hoppus, Sr. Delonge, Sr. Barker. Eu clamo a vocês para tratarem disso com consideração. Vamos ser cuidadosos… vamos lembrar que vocês estão trabalhando com as minhas emoções. Let’s make this last forever. (and ever)"

Fonte: Action182.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Era uma vez um garoto.
Um garoto muito estranho e encantado.

Ele tinha problemas para dormir, então passava todo o tempo de sua vida sonhando acordado. Perambulava pela cidade, assistindo vidas pequenas de grandes histórias. Ele sussurrava para as árvores seus maiores sonhos, sonhos de reis e tolos, de piratas e navios, de seres da noite e até do próprio homem, o homem que vivia sua vida normalmente, que acordava cedo, dava um beijo de adeus em sua esposa e rumava para o trabalho junto do sereno da manhã.

Tudo aquilo lhe fascinava, e lhe fazia rir e chorar ao mesmo tempo, por que ele podia ouvir as árvores respirando de excitação com suas histórias.

E ele era apaixonado.

Apaixonara-se, pela Lua; uma noite, quando ele andou até a colina mais alta e passou tempo demais olhando para ela, ela sorriu para ele. Eles tinham as conversas mais sinceras. A Lua lhe contara que já havia sorrido para outros rapazes adoradores da noite, que passavam muito tempo a admirando, e todos eles riram do que viram, pois tinham a certeza de que eram somente seus olhos lhes pregando peças.

Mas o garoto se apaixonara.

Ele se declarou para a Lua naquela mesma noite, lhe oferecendo um floco de neve.

“- Mas por que, entre todas as coisas belas no mundo, você me oferece um floco de neve, meu amor?” A Lua lhe perguntou.

“- Porque eles, tão pequenos, e únicos, e belos, surgem do inverno mais bruto e rigoroso. E este é o meu amor por você; tão inusitado quanto um floco de neve”.

“- Então eu lhe darei meus sorrisos guardados em uma caixa. E sempre que você fizer um pedido de seus sonhos, eu sorrirei para você”.

E assim o garoto voltou para casa, com o seu sorriso preferido guardado contra o peito. Naquela mesma noite, ele abriu a caixa; de dentro dela, os sorrisos de sua amada soavam como uma canção antiga, que não pertencia àquele mundo. Ele lhe fez três desejos.

Um era para voar aos céus;

Um era para nadar como peixes;

E o último ele guardaria para os dias chuvosos, se sua amante levasse seu amor embora.

Então ele dormiu, pela primeira vez em muito tempo. E ele sonhou com campos iluminados, céus de baunilha pintados por Monet e águas calmas e límpidas. E a Lua; lá estava ela, materializada em pessoa, de brilho alaranjado, sorrindo para ele. Ele perguntou “Por que você sorriu para mim?” E ela respondeu; “Por que meu brilho refletiu nos seus olhos escuros, e foi tão confortável o calor que eles emanaram, que eu só quis ficar com eles para sempre”. Então ele olhou para os olhos dela. Eram violetas de tons alaranjados, como o crepúsculo. Ela disse “Você está sonhando, garoto”. Mas ele não sentia como se estivesse. Ele piscou lentamente seus longos cílios, e sentiu o gosto que o paraíso teria. Então ele caminhou até ela e desejou;

Uma valsa sob as estrelas;

Não ter amarguras, meu amor;

E tudo delicioso;

E uma consciência limpa;

E que tudo seja êxtase;

E um amor verdadeiro com milhões de beijos;

E delicado e gentil e nunca vicioso;

E o último ele guardaria para os dias chuvosos, se sua amante levasse seu amor embora.


[Escrito às 5h da madrugada de ontem. E eu não sou muito boa com histórias, palavras e fantasias. Mas pareceu fazer sentido àquela hora. Boa sorte e boa noite.]

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


"a história de um homem grande é bem dada no resumo de um só dia de sua vida."

Sou eu ou é insano que esteja passando Ases Indomáveis agora na televisão?

Você não sabe quão adorável você é.
Me conte seus segredos
E me pergunte suas dúvidas
Vamos voltar para o começo
Correndo em círculos
Atrás de nossos passados
Pensando no silêncio quebrado
Volte e me assombre.

treme como uma folha
clica como uma gravadora antiga
uiva para a lua
respira molhado através de olhos de insetos.
luzes de precipícios à noite espantam dias entediados.
falo com você sóbria.

sobre o cotidiano;

clique aqui e ouça America's Suitehearts, do novo álbum do Fall Out Boy, "Folie à Deux". Dois estalar de dedos para quem gostar. Um para quem odiar.



deixe o amor ir. ele ficará com raiva e voltará.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

"Seria errado eu dizer que, só por algumas noites, eu preciso de você?"

Foi quando eu percebi;
Suas sutilezas me enforcam.
E não na idéia de morrer
Mas na idéia de me agarrar e fazer perder o ar.
E eu estou tão cansada de perguntar qual é a razão.

E toda vez que alguém falava algo engraçado, eu sempre olhava em volta para ver se você estava rindo.
Mesmo sabendo que você não estava aqui e que eu nunca te vi sorrindo,
Eu olhava em volta.
Por que ainda há um pouco do seu fantasma, sua testemunha.
Ainda há um pouco do rosto que eu beijei.
Ainda há um pouco de palavras que eu quero ouvir.
As paredes começam a respirar
Minha mente se desembaraça
Um peso é levantado nesta noite,
E eu dou o último golpe.

Todas essas verdades trancadas aqui dentro,
E é tão sem sentido palavras não ditas.
Aeroplanos desenhando no céu com fumaça "me desculpe" e "sinto sua falta".
Agora você é o primeiro a saber.

Eu adormeci no ultimo sábado embaixo de um céu limpo.
Andei sozinha pelas ruas,
vi as calçadas começarem a desabar.
Destilando até 100%.
O vazio começa a afogar as esquinas silenciosas dessa cidade.
As noites de ventos quentes são as únicas que não fazem eu me sentir sozinha.
Hoje é uma dessas noites.
Eu fiz meus planos tarde na noite passada,
Foi a única coisa que senti que podia fazer.
Às vezes não tem ninguém do teu lado para te dizer a verdade.

E eu continuo com aquela sensação de que há algo maior e melhor.
Não é difícil crescer quando você percebe que apenas não sabe de nada.

"No dia em que a criança percebe que todos os adultos são imperfeitos, ela se torna adolescente; no dia em que ela os perdoa, se torna adulto; no dia que ela perdoa a si mesmo, a criança se torna sábia." - Alden Nowlan

Durma bem, tenha pesadelos insanos.
xo.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

"- Dizem que quando você encontra o amor da sua vida, o tempo pára."

Você já olhou para alguém pela primeira vez e desejou tê-lo com todas as suas forças?
Eu já me esqueci como.

Uma nota que eu escrevi em um guardanapo na minha casa 6 semanas atrás:
Menina eleita mais para se encaixar como bites por minuto
teve um sorriso, nunca dê ouvidos a eles.
minha cabeça é uma pinhata
abre na pancada, e olhe as más idéias caírem como doces.

alfadog
omegalomaniaco
puretruth
purelove
eu não vou para casa sem você.

Eu quero que você seja sozinho como eu
apenas como você irá me deixar ser.
Céus, como eu adoro o fictício.

Dança lenta em um pequeno aposento do banheiro.

segunda-feira, 19 de maio de 2008


E um grande "alô!" para os amigos de Nevada.


É o seguinte; os caras do The Cab acabaram de lançar um novo CD semana passada.
Dois doces para quem adivinhar quem ajudou a produzir esse álbum E fez uma participação na nova música, "One Of THOSE Nights".
E eu vou insistir para que todos vocês confiram;

http://www.myspace.com/thecab

É isso.

Sem menções honoráveis, só obrigado.


PS: Fall Out Boy são o U2 versão 2.0 em relação à caridade.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Não tente isso em casa.

Minha cabeça só vai do zero à raiva.
Como um animal domesticado parando de lutar contra o próprio instinto.
Guarde um calendário dessa maneira ele te mostrará a ultima vez que você não deu mancada.
ah.
"eu sei o que você está passando"
Bom eu não - é mais como uma escolha de "papel ou plástico" num mercado para mim.

Eu comentei que vim vestida para a intervenção
Os insetos de junho dançando em admiração
Eu ainda penso agora
Se as minhas palavras te fizerem virar do avesso
Ele é um pote de mel
Com aquela cara bonita, e nunca solta a tampa
E guarda esses lábios vermelhos
(Ele respira molhado através olhos de insetos)
Em múltiplos de quatro, nunca menos que dezesseis
Mr. Sandmad tem mostrado o seu brilho
Quando ele entre numa sala as paredes esticam para ouvir.


Que se f*dam seus futuros.

sábado, 12 de abril de 2008

"Hey Chris, you were our only friend.
I know this is belated, but we love you back."

Meu coração bate acompanhado com essas crianças com quem eu cresci.
Vivendo como se a vida estivesse fora de moda.
E você vêm para nos ver tocar, como um "grande talento"
Mas no fim do dia você sabe
De onde nós viemos e aonde nós chamamos de lar.
Então nós deixaremos essa cidade em ruína.
E no fim da noite você sabe
Sobre esses lábios adormecidos de bêbados
Que nós deixamos na porta de casa.
Eu sei que vocês estariam lá de qualquer jeito.
Eu estou tão feliz porque parece que esses tempos nunca vão acabar.
E esse mundo não espera
Por garotas cansadas e uma van quebrada no meio da estrada.
Eu estou tão apaixonada pelas pessoas da minha vida.


Uma nota:
Você está morrendo logo, por isso tenta achar neve escondida no verão.

bom dia.

terça-feira, 1 de abril de 2008


Todo e qualquer sentimento que me parece inapropriado, eu descarto.
Por que eu não consigo deixar nada intocado.


Mais um sonho.
Ainda bem.
Por que tudo tem sido tão deliciosamente nostalgico ultimamente.
E eu digo isso por motivo nenhum; eu só gosto da forma como consigo me sentir quando me desligo completamente do mundo aqui fora.

Eu não consigo regular minha respiração.
Está na minha frente, atrás dos seus lábios.
E aqui estou eu, deixando ir.
Só mais uma, deixando você ir.
Nunca pensei que eu poderia ficar assim.
Eu quero passar cada momento aqui com você.
Por que você vêm me mostrando um lugar que eu vinha vendo mas não conhecia.
Então aqui estou eu, só por você, no escuro.
Movendo minhas mãos para encontrar meu caminho, escalando por uma chance e pelas palavras a serem ditas.
Eu deveria estar assustada demais para me sentir segura.
Mas o negócio é que eu me sinto. Muito segura.
Eu venho ficado quieta por muito tempo, esperando pela chande de me encontrar
E agora estou descobrindo
Que as coisas nunca foram tão reais.
Eu nunca tinha sentido do jeito que elas deveriam ser
E agora elas me acharam.

Eu me prendo aos melhores filmes e os meus sonhos meio hollywoodianos para não me sentir para baixo.

domingo, 16 de março de 2008


"- Deveria haver uma escada da casa até a água, uma varanda, um deck. Aqui, você está em uma caixa. Uma caixa de vidro com vista para tudo que está em volta de você... Mas você não pode tocar. Não há nenhuma conexão entre você e o que você está olhando.
- Bem, eu não sei. Há um grande carvalho crescendo no meio da casa.
- Contenção. Contenção e controle. Essa casa é sobre domínio, não conexão. Quero dizer, é bela. Até sedutora. Mas é incompleta."


Por que palavras foram sempre tudo o que eu tive para oferecer. E tudo o que eu sempre quis.
Então ficamos como;
"vai, se você tiver que ir.
palavras mordazes e magoadas machucam e não levam a nada, como sempre foi.
vai, clareia um pouco a cabeça, já que não quer conversar.
por que chega uma hora que nós esquecemos qual é a razão.
e eu vou ficar aqui com um bom livro.
meu amor, cuidado na estrada.
quando voltar para casa, tranque o portão, feche as janelas, apague a luz
e não esqueça
que amor verdadeiro é loucura.
é por isso que vale a pena.
eu e você produzimos faíscas reais."

Eu não sei por que, mas eu tenho essa fixação por músicas que falam sobre assistir a pessoa que você ama dormindo na sua cama.
eu quero esquecer o jeito que eu sou uma alma triste aprisionada em um corpo feliz.
e eu não posso ficar longe por que as palavras são obsessões e sempre foram.
ondas no topo
eu espero meus sonhos quebrarem na areia
eu quero achar um novo mundo com você comigo
eu mal posso esperar para retribuir para vocês todos.
eu tenho substâncias químicas para apagar meus problemas velhos e dar boas vindas aos novos de braços abertos.
encontrando as fórmulas certas, me adicionando e subtraindo de mim mesma
eu estou sonhando com as minas de carvão e mistérios
e porque você nunca sabe: apenas chute pedras, jovem.

eu tinha uma faísca que não acendia
você vai achar adormecida no lobby de um aeroporto em algum lugar
esperando os atrasos começarem ou acabarem
esperando voar para frente ou para trás no tempo, só longe de agora.
desculpe-me as esses começos/paradas e pulos dos limites da caneta
eu não consigo encaixar todos os meus pensamentos no verso dessa passagem suja da american airlines
o verão é quando eu ainda me sinto mais livre
eu estava lendo sobre o final dos anos 50, sobre Sinatra e uma era dourada
me fez querer isso muito mais
tão feliz por ter três pessoas verdadeiras na minha vida não importa as primeiras semanas ou flashes.
se apaixone por mim como um novo amor ou uma droga.

Eu nunca realmente apreciei os elogios que as pessoas me fazem.
eu sinto que as pessoas os fazem porque elas sentem que elas têm que fazer- "você é bonita"- exceto que na minha cabeça eu não me vejo desse jeito então isso não significa nada.
"você tocou muito bem hoje"- exceto que eu provavelmente não toquei porque não é muito minha coisa.
"eu amo suas palavras"- exceto que elas só fazem sentido para mim.
"eu te amo"- mas você não amaria se você me conhecesse. e aí por diante.
mas outro dia um amigo me disse: "você tem um incrível senso do imaginário". e isso me fez tremer. só no sentido de que é tudo em que eu acredito. eu não ligo muito para os detalhes do mundo em que nós estamos. eu gosto muito mais do que há na minha cabeça. não é cronológico ou pragmático. mas isso significou muito pra mim.

É engraçado por que eu estou na California de novo, soa muito mais verdadeiro agora.
E eu estava andando pelo meu quarto, quando a lembrança de uma coisa que eu não sentia a anos me fisgou pelo estômago.
Algo misturado de noites frias e ansiedade da infância.
A próxima pergunta seria "você acordou de manhã com uma dor de cabeça do caramba e olhos borrados?"
Por que eles tem sido tão hipócritas e pretensiosos.


"- How's your sunset?
- It's perfect.
- I only wish you were here to share it with me.

- How do you hold on to someone you've never met?
- Just don't give up on me."

sábado, 15 de março de 2008

Progress report: a little more bitter.

"Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Por que não era do mundo nem era pomba.

E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, por que sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido". -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."

E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
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Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri, por que tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales.
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
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Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sonho.
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Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?"

Poema VIII - "Poemas Completos de Alberto Caeiro" - Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de março de 2008


Nunca confie em um homem que não tenha os olhos de Sinatra.

Poemas são tão intrusos.
Por que sempre chegam bem na hora em que eu não tenho papel e caneta por perto.
Então ficam esquecidos. Naquela parte da minha mente para onde vão todos os pecados que eu mais amei.

Eu andei evitando o imaginário por um tempo.
Mas ele cresceu e se mudou para baixo da minha cama.
Eu só quero que todos os meus lados sejam cercados por amor.
Palavras são como dentes
só três lugares para onde eles podem ir...
mostrados em sorrisos, cariados, ou cuspidos em brigas.
Eu realmente só queria voltar para a estrada e aventura.
Eu sei que em algum ponto as palavras certas virão para mim.
que elas vão apenas sair.
essa é a única razão pela qual eu ainda sento nesses quartos alugados em frente a telas brancas.
no fundo eu sei - na verdade, é só o que eu espero - que nós podemos fazer com que fiquemos brilhantes.
uma nota mental; nunca mais escrever o que sinto quando a única coisa que eu recebo em troca é a resposta apropriada - não o que eu queria - esperava - ouvir. E essa é a última vez em que eu escrevo sobre isso.

E aos velhos e bons amigos;
me desculpe se eu ando tão distante na maior parte do tempo.
é só que vocês me lembram tudo aquilo que eu amei e perdi.

outra nota mental; eu estou tão cansada de ouvir suas mentiras.

stay sweet.
amor.

quarta-feira, 12 de março de 2008

felix felicis*

catharsis doem, não tão mais.
porque isso é sobre eu e você sendo uma parada por hollywood e a mesma música antiga soando nos alto-falantes do carro.
e eu sinto tanto que não sinto nada, exceto o vento e a sua mão na minha.
Só diga que você entende.
Eu nunca tive isso planejado.

já hoje;
eu não sei por que, mas eu sempre tive essa fixação com músicas que falam sobre olhar para a pessoa que você ama dormindo na sua cama.
Lá estava eu construindo casas na areia.
E eu podia ver que aquilo era só andar em círculos na minha mente
Isso é o tipo de coisa que vai até que me pega lá na frente.

então, por via das dúvidas, chame meu nome
logo antes que você fique insano.
mas a minha melhor parte
vai continuar guardada.


"I've seen you laugh and cry now I wanna see you dance."

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Por que meu livro é sobre um homem que não sabe que vai morrer. E morre. Mas e se esse homem sabe que vai morrer e morre mesmo assim? Morre - morre dignamente, sabendo que ele poderia impedir, então - quero dizer, não é esse o tipo de homem que você quer manter vivo?"

Eu tive uma luz.
E ela vêm praticando se apagar nesses últimos dias.

walking
seccond chances
under the bridge
be be your love.


Por que eu me pego perdendo a cabeça às vezes.
Sinto saudade de lugares nostálgicos que eu nunca fui.
Me apaixono constantemente por quem eu nunca conheci, e sofro de amor de mão única.
Os demônios me alcançaram algumas vezes. Não importa mais os 200 metros em 2 minutos e 47 segundos. São montes de terra. Grandes montes de terra. E eles sempre alcançam.
Pratiquei mais alguns milhões de "sinto muito" no espelho.
Mas então as coisas foram de "muito mal" para "muito normal", e tudo ficou ok.
E apenas não é real.
São os problemas trazidos pela vida.
Pensamentos sobre amor.
Eles imploram por uma polegada e pegam uma milha.
Nós todos viramos paródias de nós mesmos.
Se você olhasse dentro você veria artefatos que provariam que eu já me importei.
Há uma razão pela qual meu sorriso verdadeiro não aparece muito mais.
Há um nome pra isso.
Alguns corações vão se partir. E você pode apostar que nenhum deles é meu.

Tudo tinha um gosto de novo, fresco e puro.
E é incrível o número de pessoas que se identificam com o que eu escrevo.
Um aviso; meu amor é sobre um milhão de nascer-do-sol e só uma pessoa.
E, bem, é isso; no mundo do preto-e-branco, eu não me importo.
No mundo real, eu só não quero nada menos que amor extraordinário.

Durma bem.
amor.

domingo, 2 de março de 2008


"E, naquele momento, nós não precisávamos dizer nada; os escritos no muro falavam por nós".

Você sabe o que é assistir reprise de você mesmo todas as noites
Oferecer nada e esperar tudo em retorno
Virar a cabeça um pouco para a direita para parecer humilde e arrogante
Se vamos rápido podemos ser a edição da manhã
Porque todo mundo gosta de ler noticias ruins.
Ela é criminalmente sem problemas
Quando os comprimidos encolhem a preocupação.
Cordas de aço estalam e pegam o canto de dores escondidas, e esse será o meu segredo para sempre.
Eu acho que as noticias me deixaram fora de rumo.
Durma em paz. Sinceramente, com medo. Eu nunca posso dormir também.
Até mesmo os jovens tornaram-se irrelevantes por ontem.
Eu estou em produção de redução: notoriedade artificialmente adoçada.
Abri tantas conchas mas apenas encontrei areia dentro.
Eu tenho certeza de que eu poderia viver para sempre e não conhecer ninguém, por que ninguém dá a mínima para olhos que estão sempre vazando.
Não pode me comprar amor.

Os sorrisos ultimamente tinham sido reais. Exceto que às vezes é difícil sorrir quando há câmeras no seu rosto e você só está tentando agüentar o dia.
Vou tentar estragar menos. Nada poético sobre isso: talvez as coisas não sejam sobre melhoras, talvez elas vão ficar mais escuras. Sinceramente, isso partiu meu coração, e confie em mim, eu tenho um coração bem ruim que é difícil de ser partido...
A regra é: para viver nesse mundo, você deve arrancar seu coração fora.

Mas eu ainda amo a árvore na qual eu costumava deitar embaixo.
E isso tem me enloquecido. Por que há milhares de pessoas dormindo de olhos abertos nessa cidade e eu não penso em nenhuma delas além de você.
Eis a verdade; como eu queria que você estivesse aqui. Mas nós somos apenas duas almas perdidas nadando em um aquário ano após ano.
Pelo menos para você.
Atualmente trabalhando em: relaxar - não quero ser tão pesada, só queria que você soubesse porque ultimamente eu pareço tão cinza às vezes.

Boa noite e boa sorte.
Me passe o sal.